Gosto de começar minhas "resenhas" falando o título da obra e o nome do autor. Mas não hoje. Dessa vez falarei primeiro da história e depois darei nome a mesma, por achar que assim o enredo e tudo que a história transmitiu para mim ficará mais claro, bonito e condizente com o livro em questão.
(e ele merece)
Esta obra acontece na Rússia, França e Inglaterra. E é, antes de tudo, sobre o amor sincero e sobre as guerras e os governos que marcaram vidas e modificaram destinos.
É indescritível.
Narra, de um lado, o império Romanov - a família de czares russos - e toda a sociedade de um país a beira da Revolução Bolchevique; e, de outro, o amor de uma vida inteira - vivido por Zóia e Geórgui, outrora guarda imperial do próprio Nicolau II, o último czar.
Os feitos passados avançam no tempo sob o testemunho de um jovem apaixonado, enquanto os atos presentes regridem com o fardo da idade a da perda eminente de seu grande amor. Ambos os momentos narrados se encontram, assim, e definem o grandioso final - que não podia ser mais magnífico, diga-se de passagem.
Um fim triste, porém belo.
E é desse modo que se desenrola o melhor livro de John Boyne até então, "O Palácio de Inverno". Uma obra pela qual eu nutria grandes expectativas (principalmente depois de ler "O Menino do Pijama Listrado" e "O Garoto do Convés"), mas de quem não esperava tamanha surpresa. É um livro comovente e pautado, como do costume do autor, em fatos reais.
Vale muito a pena ler esta obra.
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