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Marcelo Zaniolo
Um estudante de 22 anos que que gosta de ler, escrever e que não vive sem amigos, música e bons livros.
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domingo, 22 de novembro de 2009

Aniversário do Blog

A data já ia passando em branco, mas me lembrei a tempo!

Na quinta feira passada, dia 19 de Novembro, o blog Linhas e Letras completou um ano de vida - o que, se depender da minha vontade, será o primeiro de muitos.

(Assim espero)

Gostaria de agradecer a todos que o lêem, que comentam, que indicam... Enfim! A todos que de um modo ou de outro ajudam e colaboram com o blog em questão e que me motivam a continuar escrevendo e publicando minhas opiniões.

Muito obrigado!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Um livro Bobo

Sejamos diretos: o livro "Corrida pela Herança", de Sidney Sheldon, é um livro bobo.

Obviamente dirigido a um público infanto juvenil, a obra do autor de títulos famosos como "O Estrangulador" e "Se Houver Amanha", por exemplo, narra uma história simples, rápida, recheada de rápidas passagens, caracterizada pela falta de maiores detalhes e sem muita enrolação.

Apresenta quatro protagonistas - três dos quais sem nome, conhecidos apenas por seu grau de parentesco ou de amizade com o falecido magnata -, uma herança "escondida", enigmas e mais enigmas - na maioria criativos, diga-se de passagem - e uma intensa e ininterrupta corrida pelo tesouro. Além disso, narra fatos impossíveis, cenas em que coisas conhecidamente complicadas são apresentadas como fáceis e momentos cheios de muita imaginação.

É um livro detentor de uma mensagem clara - a de que os bons geralmente levam as melhor - e detentor de algo que julgo essencial para obras voltadas para o supracitado público: a preocupação em fazer a criança e o adolescente gostar de ler, o cuidado de tornar o texto agradável, atraente e incitador de curiosidade.

"Corrida Pela Herança" é, por fim, um bom passatempo. É um livro rápido de se ler, leve e que, por mais velhos que sejamos, proporciona bons momentos de descontração e lazer.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Corrida Pela Herança

O magnata Samuel Stone gostava mais de sua fortuna do que de seus próprios herdeiros. Quem quiser agora se apossar das riquezas do falecido terá de desvendar pistas misteriosas e enfrentar perigos inimagináveis nesta complicada caça ao tesouro.

A viúva vaidosa, o sobrinho ganancioso, o advogado interesseiro e o primo bondoso irão se meter nas mais incríveis situações e recorrer a métodos bastante estranhos para se livrar dos adversários.

Os leitores de Sidney Sheldon vão se encantar com "Corrida Pela Herança". O consagrado autor de "Juízo Final" e "Escrito nas Estrelas" preparou uma deliciosa aventura, recheada de ação, emoção e muito suspense, em que uma turma muito louca e divertida irá aprontar até chegar à fortuna de Samuel Stone.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sidney Sheldon

Sidney Sheldon nasceu em 11 de fevereiro de 1917 em Chicago, no estado de Illinois, EUA.

Freqüentou a Northwestern University, em Chicago, aonde participava ativamente de debates e, depois de terminá-la, aos 22 anos, mudou-se para Hollywood com a esperança de entrar para o show bussiness. Para tanto, escreveu alguns roteiros e enviou para diversos estúdios, e só não obteve resposta de um deles. Assim, começou a trabalhar até que chegou aos estúdios 20th Century-Fox, onde impressionou a todos com seu talento e logo conseguiu um emprego de roteirista.

Sheldon escreveu diversos filmes de sucesso e conta que, enquanto trabalhava na TV, não tinha a menor vontade de escrever um livro. Mas em 1969, com o aparecimento de algumas idéias, acabou escrevendo sua primeira obra, "The Naked Face", atividade que é hoje seu maior prazer, principalmente pelo fato de não existirem colaboradores e de ele pode fazer tudo exatamente do jeito que deseja.

Hoje, Sidney e sua terceira esposa, Alexandra Kostoff, vivem entre a Califórnia e um apartamento em Londres. Seu primeiro casamento, com Jane Harding Kaufman em 1945, terminou em divórcio dois anos depois. Ele tem uma filha, Mary, do seu segundo casamento, com a atriz Jorja Curtright, que morreu em 1985.

Sidney Sheldon já vendeu mais de 275 milhões de livros em todo o mundo. É o único escritor que recebeu três dos mais cobiçados prêmios da indústria cultural americana: o Oscar (cinema), o Tony (teatro) e o Edgar (literatura de suspense). É atualmente o autor mais traduzido em todo o planeta.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Reflexão (17)

O ser humano, enquanto homem, talvez seja um ser nostálgico, dotado da mais fantástica, bela e surpreendente habilidade de confundir-se e mesclar-se com seu passado e fazer crer que o tempo que passou é sempre melhor do que o atual, do que o presente.

Assim, por mais que julguemos um fato ultrapassado, por mais que acreditemos ter superado algo ou de alguma forma substituído o sentimento que este algo nos trazia, dificilmente teremos razão, haja vista que o que realmente ocorre é o esquecimento temporário do acontecimento, o congelamento no tempo e no espaço, que, independente de forma, da cor, do bem e do mal, aguarda um simples catalisador para sublimar e novamente dominar o ar que se respira.

É assim com a vida, com pessoas importantes e com memórias em geral. É assim com a saudade, como as lembranças dos verões inesquecíveis, como o cheiro das roupas, do ar, como o calor dos abraços e o reconforto da presenca.

Ou talvez seja apenas coincidência, mera excessão.

Mas, de fato, existem coisas que não se fazem sentir, que não se fazem presentes, mas que, apesar disso, estão lá, a espreita de uma oportunidade para se tornarem reais, para invadir, (re)conquistar, dominar. E é incrível, quando isso ocorre, o poder avassalador e o impacto com que nossos sentidos são tomados: uma espécie de "como sobrevivi até hoje sem isso?"

Não sei, mas é forte e faz falta. Apresenta um imenso vácuo, hipóteses de uma vida diferente e, de alguma forma, um ontem melhor e mais calmo do que o hoje.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Humor Inteligente

Belas Maldições, livro de Terry Pratchett e Neil Gaiman, apresenta ao leitor um enredo inteligente, engraçado e diferenciado dos demais, ao narrar o holocausto sobre uma ótica irônica e repleta de críticas e comparações aparentemente descabíveis.

A comunhão entre um anjo e um demônio a fim de proteger a Terra e seus próprios estilos de vida; o poder descomunal depositado em uma criança de onze anos, o Anticristo; as profecias mais absurdas, porém certeiras, de Agnes Nutter; e todas as outras incontáveis situações e detalhes narrados, conferem ao livro em questão, além do humor inteligente, ares de sátira, de entretenimento e, dependendo da capacidade filosófica da leitor, de reflexão, uma vez que apresenta dois lados opostos e inimigos - céu e terra - como sendo em muito parecidos.

Com maestria, os citados autores descrevem um mundo tal qual ele o é, sendo fiéis principalmente nos defeitos e na caracterização dos interesses humanos, fonte maior para as intrigas criadas ao longo deste livro e das piadas sempre bem pensadas. Afora isso, ressalta-se as existentes notas de rodapé como outra fonte borbulhante de humor, que, através de comparações, alusões e comentários, contribui e muito com a intenção do livro em questão e com o próprio clima da narrativa.

Por fim, cabe ainda ressaltar a criatividade Neil Gaiman e Terry Pratchett ao tecer e juntar em um mesmo contexto fatos aparentemente tão diferentes, ao inventar acontecimentos tão incomuns e impensáveis e detalhes tão interessantes. Belas Maldições é, portanto, um belo livro, muito bem feito e esculpido, por assim se dizer, por seus dois autores.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Frases e Pensamentos (08)


"Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas"

Friedrich Nietzsche