Sobre o Linhas e Letras

sexta-feira, 25 de março de 2011

Luzes Apagadas


Sim, vou apagar as luzes deste blog. E, infelizmente, isto vale tanto para o "Linhas e Letras" quanto para o "Eu, Autor".

Mas não. Não é que eu não goste daqui, tampouco de ler, de escrever e publicar. Muito pelo contrário. Acontece que estou entrando novamente em um ano de monografia (lembram daquela pausa um tempo atrás?), e tenho atualmente bem mais obrigações do que tempo para cumpri-las.

Isso sem mencionar todas aquelas responsabilidades quem vem com a idade, é claro.

Inclusive, aproveito para me desculpar por não ter postado uma "opinião" sobre "A Menina que Brincava com Fogo" e "A Rainha do Castelo de Ar", mas realmente me faltam horas no dia.

Adianto apenas que são ótimos livros e ótimas sequências, acreditem em mim. Fazem jus ao sucesso de "Os Homens que Não Amavam as Mulheres" e valem muito a pena serem lidos.

De todo modo, gostaria de deixar claro, também, que esta não é uma decisão definitiva. Quem sabe logo eu volte e publique algo por aqui. Ou não, vai saber.

Mas muito, muito obrigado a todos por TUDO até aqui.
E até breve.

sábado, 12 de março de 2011

A Rainha do Castelo de Ar

Em 1976, o espião soviético Alexander Zalachenko pediu asilo político à Suécia. Em surdina, um grupo de agentes chamado "a Seção" se encarregou de cuidar do novo colaborador. No entanto, á medida que Zalachenko foi revelando sua verdadeira face de homem cruel e violento, esse grupo, invisível dentro do próprio serviço secreto sueco, começou a trilhar um caminho tortuoso, sem distinguir o bem do mal.

Hoje, a Seção sabe que precisa neutralizar Lisbeth Salander, filha de Zalachenko. Ela não esconde o ódio que sente pelo pai nem sua disposição em expor o homem que representa o mais bem guardado segredo militar do país. E esse conflito familiar pode descortinar uma série de crimes cometidos pelo Estado.

Não é a primeira vez que o serviço secreto foi obrigado a agir. Com doze anos, Lisbeth tentou matar o pai em vingança contra as sevícias e espancamentos que ele promovia contra a mãe dela. Na época, a garota foi trancafiada em um manicômio e, quando se tornou maior de idade, declarada incapaz.

Mas as coisas mudaram de figura. Embora Lisbeth esteja em um hospital e, suspeita de assassinatos, sob guarda policial, ela agora conta com excelentes aliados.

O principal é Mikael Blomkvist, jornalista investigativo que já desbaratou esquemas fraudulentos e solucionou crimes escabrosos. No mesmo front estão ainda Annika Giannini, irmã de Mikael, advogada e especializada em defender mulheres vítimas de violência, e o inspetor Jan Bublanski, que segue sua própria linha investigativa, na contramão da promotoria.

A Seção tem consciência de que enfrenta a pior crise de sua história. E, ao ver-se acuada, parte com toda rapidez para o ataque.

Terceiro volume da trilogia Millennium, "A Rainha do Castelo de Ar" reúne os melhores ingredientes deste série que já conta com versão cinematográfica: um enredo de tirar o fôlego, personagens que ficam gravados na imaginação do leitor e surpresas que se acumulam a cada página.

Além disso, pela forma original com que enfoca as mazelas da sociedade atual - da ciranda financeira ao tráfico de mulheres - a trilogia conquistou um lugar único dentro da literatura policial contemporânea.

quinta-feira, 10 de março de 2011

A Menina que Brincava com Fogo


A revista Millennium está prestes a lançar a bomba mais explosiva já publicada na Suécia sobre o tráfico de Mulheres - um escândalo de grandes proporções incluindo figurões do cenário policial, jornalístico e judiciário.

Pouco antes de a edição vir à luz, porém, os dois autores das denúncias são mortos a tiros. Essa não é a única má notícia que Mikael Blomkvist. editor-chefe da Millennium, tem de enfrentar: segundo a polícia, a principal suspeita dos homicídios é sua amiga, Lisbeth Salander.

Lisbeth ajudou-o na investigação de outro caso intrincado, e salvou sua vida. Dotada de memória fotográfica e incrível habilidade em cálculos matemáticos e com computadores - inclusive para invadir sistemas alheios -, ela carrega um misterioso trauma juvenil. Tudo indica que esse trauma, na esteira do qual foi condenada à internação psiquiátrica aos doze anos e julgada juridicamente incompetente aos dezoito, pode ter ligação com os acontecimentos atuais.

Procura e acusada à revelia por três assassinatos, a moça desaparece, enquanto a polícia sueca monta uma megaoperação para caçá-la e a mídia apresenta o caso com o costumeiro sensacionalismo.

Mas não será fácil apanhá-la.

Menos do que uma vítima indefesa ou, como a imprensa marrom a descreve, uma assassina desequilibrada, Lisbeth age como uma espécie de anjo vingador, castigando os pecadores com fúria implácavel. Mikael quer encontrá-la antes de todos. Ele sabe que, se provocada ou ameaçada, ela pode atacar - com resultados imprevisíveis.

Segundo volume da trilogia Millennium - um dos maiores sucessos da Suécia e de inúmeros países nos últimos anos - "A Menina que Brincava com Fogo" seduz pela trama movimentada e pelo conjunto de personagens secundários, presente tanto no lado dos bons quanto no lado dos maus (embora essa fronteira seja bastante tênue nos romances de Larsson).

Entre as novas criações está o elusivo Zala, cuja identidade, mantida a sete chaves pelo serviço de informações, pode contribuir para solucionar o mistério.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Água com Açúcar

Criei uma espécie de "regra" para livros que são adaptadas para o cinema. Primeiro, leio a obra e me familiarizo com o enredo; depois, assisto ao filme e levanto pontos fortes e fracos. Comecei a fazer isso por acreditar que histórias escritas são quase sempre melhores que as audiovisuais, além de garantirem uma maior margem à imaginação.

O que em muito me agrada.

Assim, foi justamente desta maneira que o romance "Querido John", do autor americano Nicholas Sparks, veio parar em minhas mãos. Havia muita propaganda e comentários positivos sobre o filme e eu queria vê-lo - além dos inúmeros relatos sobre a diferença entre os finais de uma e outra obra, que me forçaram ainda mais a fazer as coisas exatamente nessa ordem.

Com a obra em mãos, finalmente, tive uma primeira impressão bastante negativa. Não gosto nem um pouco de livros que mudam de capa por terem ido parar no cinema, e muito menos quando os personagens principais aparecem na capa e estragam e já citada imaginação. Mas fui em frente, deparando-me com outro ponto que me fez desanimar: o autor.

Antes que alguém me questione, eu nunca havia lido nenhum livro do Sparks, e a primeira coisa que me veio á mente ao ver sua foto foi: "esse cara pode ser qualquer coisa, menos escritor". Mas, ao me pegar julgando a obra pela capa, dedique-me a leitura, e confesso que é um bom livro para se ler, apesar de ser bem mais romance e drama do que eu esperava.

Ao contrário de minhas expectativas - que imaginavam mais conflitos, maiores descrições da vida no exército e das consequências reais do atentado de onze de Setembro - a obra acontece com um foco excessivo no casal John e Savannah. Fato esse que, se por um lado enriquece as páginas com sentimentalismo e amizade, submete o enredo a um ciclo talvez previsível.

Mas certo, previsível não é uma boa palavra para este livro.

O fato é que "Querido John" possui boa história, independentemente da expectativa do leitor. É uma obra recheada de lições e que tenta ensinar um dos valores que julgo mais importantes para ser humano: o respeito ao próximo. E eu realmente espero que quem o leu tenha entendido a mensagem.

Por fim, é uma leitura que pode até ser considerada água com açúcar para alguns, e eu não deixo de concordar. Mas é, também, um livro bastante agradável e interessante.

E, sim. Agora já posso assistir ao filme.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Querido John


Quando John Tyree conhece Savannah Lynn Curtis, descobre estar pronto para recomeçar sua vida. Com um futuro sem grandes perspectivas, ele, um jovem rebelde, decide alistar-se no exército, após concluir o ensino médio.

Durante sua licença, conhece a garota de seus sonhos, Savannah. A atração mútua cresce rapidamente e logo se transforma em um tipo de amor que faz com que Savannah prometa esperá-lo concluir seus deveres militares. Porém, ninguém previa o que estava para acontecer, os atentados de 11 de Setembro mudariam sua vidas e do mundo todo.

E assim, como muitos homens e mulheres corajosos, John deveria escolher entre seu país e seu amor por Savannah. Agora, quando ele finalmente retorna para Carolina do Norte, ele descobre como o amor pode nos transformar de uma forma que jamais poderíamos imaginar.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Nicholas Sparks

Com mais de 50 milhões de cópias vendidas de seus livros, Nicholas Sparks é o autor do New York Times com mais de 13 títulos publicados e o único autor contemporâneo a emplacar, por mais de um ano, um romance na lista dos mais vendidos.

Seus romances estiveram oito vezes no primeiro lugar na lista do New York Times e também em listas do mundo todo, sendo traduzidos em mais de quarenta idiomas. Seis de seus livros se tornaram filmes, como "Querido John", "A Última Música", "Noites de Tormenta", "Um Amor para Recordar", "Uma Carta de Amor" e "Diário de Uma Paixão".

Atualmente
, vive na Carolina do Norte com sua esposa e filhos.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Fantástico

Não pude conter a euforia depois de ler "A Estrada da Noite", de Joe Hill, e acabei correndo atrás de seu segundo livro, "O Pacto". A conclusão que cheguei após terminada a leitura foi alta e clara: o cara é realmente muito bom e merece todo o respeito.

Em sua segunda obra, o tema abordado é por si só impactante e polêmico: o Diabo - senhor de todo o mal, como dizem. E o livro é simplesmente fantástico.

Se a história de fantasmas e assombrações podia ser considerada "comum" ou corriqueira, o enredo criado pelo autor nessa nova empreitada é simplesmente genial e inédito, bem como o enfoque dado a todos os personagens e a cronologia da narrativa.

Os capítulos se seguem sem respeitar presente ou passado, se alternando por diversas vezes e prendendo o leitor ao livro. Os personagens, por assim se dizer, são indefinidos, uma vez que não há um mocinho ou bandido propriamente dito. E o melhor: nesse universo em que não existe o bom ou o mau, os próprios representantes supremos desse adjetivos são postos à prova.

Isso mesmo: Deus e Diabo "brigam" pra ver quem reina no céu e quem reina na terra.

Será que o ser humano realmente precisa de um Senhor do mau ou será que já somos piores do que ele? Ou será que Deus não é tão bom quanto parece? Entre tantas perguntas que surgem durante a leitura, o que posso garantir é que "O Pacto" é um prato cheio para teologistas e amantes da reflexão.

Confesso, ainda, que me rendi a narrativa deste autor e que passei a esperar coisas ainda melhores dele daqui para frente. Ou piores, vai saber... Afinal, como o próprio livro nos leva a pensar, de bom e de mal todo mundo tem um pouco.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O Pacto

Ignatius Perrish sempre foi um homem bom. Tinha uma família unida e privilegiada, um irmão que era seu grande companheiro, um amigo inseparável e, muito cedo, conheceu Merrin, o amor de sua vida.

Até que uma tragédia põe fim a toda essa felicidade: Merrin é estrupada e morta e ele passa a ser o principal suspeito. Embora não haja evidências que o incriminem, também não há nada que prove sua inocência. Todos na cidade acreditam que ele é um monstro.

Um ano depois, Ig acorda de uma bebedeira com uma dor de cabeça infernal e chifres crescendo em suas têmporas. Descobre também algo assustador: ao vê-lo, as pessoas não reagem com espanto e horror, como seria de esperar. Em vez disso, entram numa espécie de transe e revelam seu pecados mais inconfessáveis.

Um médico, o padre, seus pais e até sua querida avó, ninguém está imune a Ig. E todos estão contra ele. Porém, a mais dolorosa das confissões é a de seu irmão, que sempre soube quem era o assassino de Merrin, mas não podia contar a verdade. Até agora.

Sozinho, sem ter aonde ir ou com quem recorrer, Ig vai descobrir que, quando as pessoas que você ama lhe viram as costas e sua vida se torna um inferno, ser o diabo não é tão mal assim.

Joe Hill, autor de "A Estrada da Noite", já foi aclamado como um dos principais novos nomes da ficção fantástica. Em "O Pacto", o sobrenatural é pano de fundo para uma história de amor e tragédia, de traição e vigança. Um livro envolvente, emocionante e cheio de suspense que nos leva a refletir: em matéria de maldade, quem é pior, o homem ou o Diabo?

Será que o homem ainda precisa do Diabo?