Criei uma espécie de "regra" para livros que são adaptadas para o cinema. Primeiro, leio a obra e me familiarizo com o enredo; depois, assisto ao filme e levanto pontos fortes e fracos. Comecei a fazer isso por acreditar que histórias escritas são quase sempre melhores que as audiovisuais, além de garantirem uma maior margem à imaginação.
O que em muito me agrada.
Assim, foi justamente desta maneira que o romance "
Querido John", do autor americano
Nicholas Sparks, veio parar em minhas mãos. Havia muita propaganda e comentários positivos sobre o filme e eu queria vê-lo - além dos inúmeros relatos sobre a diferença entre os finais de uma e outra obra, que me forçaram ainda mais a fazer as coisas
exatamente nessa ordem.
Com a obra em mãos, finalmente, tive uma primeira impressão bastante negativa. Não gosto nem um pouco de livros que mudam de capa por terem ido parar no cinema, e muito menos quando os personagens principais aparecem na capa e estragam e já citada imaginação. Mas fui em frente, deparando-me com outro ponto que me fez desanimar: o autor.
Antes que alguém me questione, eu nunca havia lido nenhum livro do Sparks, e a primeira coisa que me veio á mente ao ver sua foto foi: "esse cara pode ser qualquer coisa, menos escritor". Mas, ao me pegar julgando a obra pela capa, dedique-me a leitura, e confesso que é um bom livro para se ler, apesar de ser bem mais romance e drama do que eu esperava.
Ao contrário de minhas expectativas - que imaginavam mais conflitos, maiores descrições da vida no exército e das consequências reais do atentado de onze de Setembro - a obra acontece com um foco excessivo no casal John e Savannah. Fato esse que, se por um lado enriquece as páginas com sentimentalismo e amizade, submete o enredo a um ciclo talvez previsível.
Mas certo, previsível não é uma boa palavra para este livro.
O fato é que "Querido John" possui boa história, independentemente da expectativa do leitor. É uma obra recheada de lições e que tenta ensinar um dos valores que julgo mais importantes para ser humano: o respeito ao próximo. E eu realmente espero que quem o leu tenha entendido a mensagem.
Por fim, é uma leitura que pode até ser considerada água com açúcar para alguns, e eu não deixo de concordar. Mas é, também, um livro bastante agradável e interessante.
E, sim. Agora já posso assistir ao filme.